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13 de outubro de 2012

Conduzindo Dona Mamãe

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11 de outubro de 2012

Discriminar quem discrimina

grijof1

 

 

__________________________________________________________________________________muito parecido com isso aqui________________________________

18 de junho de 2010

Morreram

Rememorando Drummond ao relatar a morte da Atriz Cacilda Becker, parafraseio:

A morte emendou a gramática.
Morreram José Saramago.
Não era um só. Era tantos.

saramagoc

José Saramago nunca aparece sorrindo. Mal de escritor famoso. Poucos são aqueles que esbajam bom humor fora de seus livros. O Saramago que eu li, sorria.

Poderia invocar todos os outros cânones da Literatura, poderia falar de sua peculiar prosa, poderia esmiuçar a nossa afinidade com o desenho, poderia criticar seu abandono às gramáticas e outras formas de prisão. Ou não. Poderia dizer que ele era o penúltimo comunista vivo - resta Niemeyer. Poderia falar sobre suas obras, dizer que essa sua predileção por remasterizar textos bíblicos o fez um ateu devoto. Saramago fazia sua própria bíblia. Poderia relembrar seu cabedal de ditos populares prontos à reluzir. Poderia dizer que aquele senhor já se foi tarde. Um senhor de oitenta e todos os anos que vivia numa ilha distante. Poderia dizer que é uma pena ele não acreditar em Céu (nem beleléu) para que um dia eu o encontrasse cercado de pessoinhas para o ouvir contar stórias. Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante da dimensão desse tamanho ocorrido. Simplesmente digo adeus ao vovôzinho que dá boa noite, fecha o livro, e se vai.

28 de maio de 2010

Vende-se Lost

lostkate

20 de maio de 2010

COMO CRESCEU RÁPIDO ESSE GAROTO

teAmoPalmas

Piadas recorrentes dessa panela de pressão destampada:

- Palmas! Entenderam? Palmas. hehehehehe! (recém-chegado na cidade)

- Palmas pra mim e Palmas pra vocês! o-Bri-ga-duuuu! (Show de Aniversário)

- Palmas bate Palmas para você (Demagogos da prefeitura)

- Palmas: aqui sou mais feliz (Slogan)

- Palmas para Palmas!

Coisas que não entendo:

- Título de cidadão palmense

- Chave da cidade

- Por que causa, motivo, razão ou circunstância a ordem, na hora de comemorar aniversário de cidade, sempre se é ser criativo? Bolo gigante de aniversário.

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P.S.: NÃO TENHO VERGONHA DE FAZER PIADA RUIM. DEU PRA PERCEBER.

MUITO OBRIGADO. VIU, MOÇO?!

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26 de março de 2010

Alone in the house

Já faz algum tempo que não posto nada por aqui. Da vez última que fitei essa página, e teclei minhas impressões, não era tido como um subversivo. Não era um herege, tido por muitas vezes como um contraventor, acusado de ir contra a moral e os bons costumes cristãos.

Bem, nessa semana a equipe Matarte está fazendo a cobertura (ui!) do Salão do Livro. Fiquei responsável por registrar o que aconteceu na abertura do evento, o recital da atriz Julia Lemmertz, a palestra da filósofa Viviane Mozé (não era só eu que conhecia ela), minha raiva e ressentimento por não ter conseguido emplacar meus desenhos para figurarem na fachada e no interior do Salão, etc. Todavia - sempre há esse maldito todavia -, algo conspirava contra mim. Nuvens negras do passado (delirantes ou do mal)? Cometemos o pecado? Praga pároca? Não sei.



Lamúrias e considerações feitas, agora vos apresento a história que inspirou “Esqueceram de mim VII: a vingança dos derrotados”...

Lá estava eu, garoto ludovicense, a uma semana sem pai e sem mãe (viajaram de férias) – passaram em Palmas apenas para pegar o carro e seguir viagem, no dia seguinte, para outro lugar (mais uma semana só). Até aí tudo jóia. Sem carro, mas tudo jóia. Ainda tinha meus cachorros: Madá & Obama.

Minha história começa no sábado (20) e o convite para um apetitoso churrasco me ludibriava quanto ao que os próximos dias me reservavam. Comecei o dia bem, dormi até mais tarde, naveguei um pouco e na parte da tarde fui para uma peladinha tradicional do fim de semana. No primeiro lance corto meu dedo (era um sinal e não dei atenção). Fui lavar depois de algumas horas de jogo, mas logo recebi o aviso de um jovem experiente:

“Já infeccionou”

Fim de jogo. Coca-cola bebida. Banho tomado. Vou ao churrasco. Delicio-me com as carnes e a fiel mandioquinha cozida. Prejuízo de outrem contabilizado, vou ao show do Zé & Z.

Não preciso dizer como foi.

Bauducco me concede uma pousada em sua humilde residência, almoço com meu sócio e regresso ao doce e animado lar. Chego em casa para, com colegas e futuros operadores do Direito, resolver algumas atividades acadêmicas pendentes. O que eu não sabia era que meu modem tinha ido pras cucuias em decorrência da tormenta da noite anterior. Pego o telefone, não sei para que, e descubro que o mesmo encontra-se mudo e irredutível.



Pai, mãe, cadê vocês?

Dessas situações já sairiam um episódio de uma sitcom qualquer ou a parte inicial de um filme da sessão da tarde. Mas ao contrário da palestra do Tadeu Schmidt “Sim, você pode”, sim, poderia piorar.

Depois dessa manhã e tarde de domingo cercado de praguejamentos, a noite vem e descubro que as pessoas podem ser seres humanos. Cá estou eu, lindo, belo, cobiçado por 8 em cada 10 mulheres bonitas em período fértil, andando em direção a igreja.

O caminho de 2 ou 3 km que eu pretendia percorrer a pé parecia curto para quem buscava remissão de pecados e uma zica a menos. Mas eis que surge uma luz no meio do caminho: um filisteu me oferece carona. À princípio não o reconheci.

Também, o cara andava de moto e capacete amarelos. Era quase uma versão Dafra da nipopower ranger amarela, Trini. Mário, amigo dos idos de ensino médio, me levou até o templo sagrado. Valeu, Magário! lol

Reza vai, reza vem. Se finda o culto e volto para casa de bicicleta (havia abandonado dias atrás). Pedalava com a impressão de que dias melhores viriam e uma urucubaca daquelas seria deixada para trás, tal qual o Rubens Barrichello ou seu sucessor, Felipe Massa.

Felipe Massa é o segundo Rubinho!

No caminho para casa pedia para Deus uma semana melhor e tinha fé que seria atendido. No entanto, o numinoso, do alto de seu monte, acenava: “Não hoje, pobre diabo”.

Na manhã seguinte bronca na aula, na terça, chuva incessante e na quarta perco o celular. E nesse momento, quando olho para o relógio pendurado na parede da cozinha, lembro que ele também não funcionava mais. Meritíssimo, sem mais colocações.

Esse relato poderia se chamar “Vivendo e não aprendendo”, “Esqueceram de mim” “Se fudendo e não aprendendo” ou até “Quem sabe na próxima”.

Mas a semana ainda não acabou.